Um balanço divulgado pela Acic (Associação Comercial e Industrial de Campinas) mostrou que o índice de inadimplência aumentou durante a pandemia de covid-19, quando comparado com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a entidade, desde o início do isolamento social, em março, até agosto, 163.330 pagamentos, entre carnês, boletos e cartões deixaram de ser pagos pelos clientes. No mesmo período de 2019, este número era de 153.054 - o que mostra um crescimento de 6,71% neste ano.

Com o aumento, o montante da inadimplência neste ano na cidade chega a R$ 117,6 milhões contra R$ 110,2 milhões do ano passado.

Entre as formas de compras mais utilizadas pelos clientes, segundo o balanço, os cartões de crédito lideram com 45% das compras, em seguida vem os boletos bancários (35%) e os carnês (20%).

Segundo a associação, a inadimplência começou alta em março, com 32.560 carnês, boletos e cartões não pagos. No entanto, com a ampliação do prazo, de 10 para 45 dias, para inscrição de devedores nos serviços de proteção ao crédito, o percentual diminuiu.

"Foi sentida uma significativa redução nos três meses seguintes. A medida seria válida pelo período de 90 dias", avaliou o economista e diretor da Acic, Laerte Martins.

Outras medidas, segundo o economista, que contribuíram para a redução da inadimplência em abril, maio e junho foram a liberação dos abonos emergenciais para a população de baixa renda, pelo governo, e a liberação de empréstimos e financiamento, pelas instituições financeiras, em auxílios às micro e pequenas empresas.

Passados os 90 dias do adiamento das inscrições, o montante de carnês, boletos e cartões vencidos e não pagos elevou consideravelmente. Segundo a Acic, em julho foram registrados 46.195 títulos vencidos e não pagos.